
Voluntários recolhem 15L de beatas de bicicleta em Oeiras
A primeira ação “Limpar Beatas de Bicla”, que partiu do Quiosque de Mobilidade de Algés no último sábado, uniu voluntários e entidades locais numa missão de sensibilização e limpeza urbana.
No passado sábado, 21 de fevereiro, as ruas de Algés foram palco de uma iniciativa inédita que combinou a mobilidade sustentável com o ativismo ambiental. A ação “Limpar Beatas de Bicla”, organizada pela Ecomood em parceria com diversas entidades, resultou na recolha de 15 litros de beatas, retiradas de pontos críticos da vila.
O evento teve início no Quiosque de Mobilidade de Algés, onde cerca de duas dezenas de voluntários se reuniram para percorrer um itinerário focado em zonas de grande afluência, como esplanadas de pastelarias, paragens de autocarro e superfícies comerciais.
O grupo focou-se também na sensibilização direta. Além da recolha, foram distribuídos folhetos informativos sobre a Lei n.º 88/2019, relembrando as coimas previstas para o descarte de beatas no chão e os graves impactos destes resíduos na saúde pública e nos ecossistemas. O encerramento da iniciativa contou com uma forte presença institucional, sublinhando a importância da cooperação entre a sociedade civil e o poder local. Estiveram presentes: Sílvia Breu, Vereadora da Câmara Municipal de Oeiras; Mara Duarte, Presidente do Conselho de Administração da Parques Tejo; Dina Aguiar, Administradora Executiva da Parques Tejo; Nuno Custódio, Presidente da Tratolixo.
Após a chegada ao quiosque, os 15 litros de resíduos foram alvo de uma intervenção “artística” para visualização do impacto do lixo recolhido, culminando com a entrega simbólica das beatas à Tratolixo para o devido encaminhamento.
“Esta ação insere-se num esforço contínuo no Município de Oeiras. Embora projetos como o ‘Jovens em Movimento’ já tenham recolhido mais de 1,4 milhões de beatas desde 2022, estas iniciativas da sociedade civil são vitais para mudar mentalidades,” referiu a organização.
Apesar do sucesso da recolha, o evento serviu também para alertar para um problema estrutural: a dificuldade de valorização destes resíduos. Atualmente, devido à inexistência de unidades de tratamento específicas em larga escala, a maioria das beatas recolhidas acaba por ter como destino final o confinamento técnico (aterro).
A iniciativa contou com o apoio da Parques Tejo e a parceria de organizações como a Zero Waste Youth Portugal, Rede Biataki, Planet Caretakers, Trash Traveler e Maria Bike.
Juntos movemos Oeiras!
