
Porquê Bus Rapid Transit?
O Presidente da Parques Tejo, Rui Rei, foi convidado a participar no painel “Porquê o BRT?”, enquadrado na programação anual da iniciativa Portugal Mobi Summit 2025 (PMS2025), em conferência realizada em Braga, a 22 de setembro.
Num painel de discussão moderado pelo jornalista Paulo Tavares, curador da programação anual do PMS2025, os responsáveis dos projetos de Bus Rapid Transit (BRT)/Metrobus mais avançados do País reuniram-se numa troca de ideias sobre a relevância deste sistema de transportes para o presente e o futuro da mobilidade nas áreas urbanas.
Para Olga Pereira, Presidente dos Transportes Urbanos de Braga, e também Vereadora nessa mesma Câmara Municipal, a decisão da cidade minhota em optar pela solução BRT teve por base uma análise técnica que evidenciou que, numa análise custo-benefício, era este o meio capaz de assegurar a melhoria da eficiência do sistema de transportes, servindo a população da cidade e áreas limítrofes, a um custo cinco vezes inferior ao da solução de metro ligeiro de superfície.
Os mesmos critérios foram salientados por Rui Rei, que se baseou nas conclusões dos estudos técnicos destinados a operacionalizar a estratégia Cardinal, na qual se incluem o SATUO e o LIOS – Transporte Rápido Lisboa / Oeiras, como demonstrativos das mais-valias dos sistemas BRT em aspetos como velocidade comercial dos serviços, conforto dos passageiros, e benefícios ambientais decorrentes tanto da transição modal a favor do transporte público como da utilização de veículos 100% elétricos.
Na perspetiva do Presidente da Parques Tejo, torna-se importante combater a demagogia dos que reduzem os sistemas BRT a simples autocarros, o que não corresponde à realidade, visto que “o sistema circula num canal dedicado exclusivamente à sua circulação, e tem prioridade semafórica nos cruzamentos e interseções”, ao mesmo tempo que salientou o factos de os veículos, além da maior capacidade em relação a autocarros convencionais, terem as suas portas niveladas com as estações, ao mesmo tempo que o bilhetes são pré-comprados e validados, de modo a evitar demoras nas entradas e saídas, agilizando assim as viagens.
Salientando as mais-valias dos projetos em desenvolvimento no concelho, Rui Rei destacou que o SATUO, na sua atual versão, poderá transportar cerca de 35 mil pessoas por dia, numa solução essencial, visto que “graças aos seus parques empresariais, Oeiras é um território que recebe quase tanta gente diariamente para trabalhar como aquela que sai para trabalhar noutros concelhos limítrofes”, justificando também a pretensão do Município face à urgência de implementação de um corredor BRT na A5.
Já a propósito do LIOS – Transporte Rápido Lisboa / Oeiras, congratulou-se, por “finalmente se ter desatado o nó que permite a ligação a Benfica”, assegurando assim um melhor serviço de transporte a toda a população que reside na margem direita do Jamor; ao mesmo tempo que se promove uma grande transformação do Terminal de Algés, convertendo-o numa nova centralidade metropolitana de transportes.
Uma das vantagens que os vários participantes indicaram a propósito dos sistemas BRT prende-se com a sua boa integração em malhas urbanas consolidadas, num aspeto também destacado por João Marrana, Presidente do Metro Mondego, que se congratulou por, ao fim de largos anos, Coimbra ter em funcionamento o seu sistema de transporte em sítio próprio, ainda que com um percurso e horário reduzidos, e que se espera que permita “duplicar a quota de utilização do transporte público em Coimbra dos atuais 17% para os 35% quando estiver em velocidade de cruzeiro”, servindo um total de 13 milhões de passageiros por ano.
Mais atrasados encontram-se, contudo, os serviços BRT do Metro do Porto, tendo o Presidente da empresa, Tiago Braga, asseverado que, dentro de algumas semanas, os veículos se encontrarão plenamente operacionais, permitindo aos portuenses usufruir deste novo sistema de transportes, que poderá no futuro vir a servir ligações aos municípios limítrofes como maior eficiência, salientando o responsável que “no contexto urbano, o que interessa é reduzir o tempo de espera dos passageiros”.
Juntos movemos Oeiras!
29/09/2025
