
Parques Tejo | Políticas de Mobilidade em Portugal: Futuro e Desafios
No passado dia 28 de abril, o Templo da Poesia, em Oeiras, acolheu a última conferência do ciclo Mobilidade Mais Talks, uma conferência sobre Políticas de Mobilidade em Portugal: Futuro e Desafios, promovida pela Parques Tejo e pela Eurotransporte. Especialistas, decisores públicos e representantes partidários reuniram-se para debater soluções inovadoras e dar forma ao transporte público do amanhã.
A sessão de abertura esteve a cargo de Rui Rei, presidente da Parques Tejo, que saudou os presentes e colocou Oeiras no mapa nacional da mobilidade inteligente. Apresentou o SATUO (Sistema Autónomo de Transporte Urbano de Oeiras), uma proposta pioneira, silenciosa e totalmente sustentável, que pretende reduzir a dependência do automóvel particular.
“Não somos contra o automóvel, mas acreditamos que, em Oeiras, é urgente acelerar a transição modal”, afirmou.
Na sequência, abordou o LIOS, uma nova linha dedicada entre Algés e Benfica, capaz de ligar Oeiras ao centro de Lisboa em apenas 15 minutos.
“O LIOS é resultado de uma parceria ativa com a Câmara de Lisboa”, destacou Rui Rei, sublinhando a importância da colaboração intermunicipal. Para articular SATUO e LIOS, avança também o BRT (Bus Rapid Transit) da A5, que criará uma via exclusivamente pública ao longo da autoestrada, aliviando o tráfego e encurtando tempos de viagem.
“Enquanto o SATUO não debuta, reforçamos já a frequência dos autocarros nos parques empresariais, em colaboração com a TML e a AML”, explicou o presidente da Parques Tejo.
O segundo momento trouxe Luís Cabaço Martins, presidente da ANTROP, como palestrante principal. Destacou os cinco vetores da atratividade no transporte público: frequência, fiabilidade, cobertura, conforto e velocidade comercial.
“Hoje, não compete apenas o preço, mas a oferta, e não teremos serviço de excelência se este não for também sustentável”, lembrou.
No painel político, assistiu-se a um raro consenso. Marcaram presença Isabel Mendes Lopes (Livre), João Monge de Gouveia (CDS), Marco Claudino (PSD), Ana Sofia Antunes (PS), Filipe Melo (Chega), João Caetano Dias (Iniciativa Liberal) e Bruno Dias (PCP).
Durante o debate, o apagão elétrico ibérico conferiu simbologia ao tema: se até a eletricidade falha, o transporte não pode parar. Isabel Mendes Lopes lembrou que “a mobilidade começa à porta de casa” e não se esgota no transporte pesado. Ana Sofia Antunes reforçou as ligações entre mobilidade e ambiente, e Bruno Dias enalteceu o crescimento da Carris Metropolitana, “mesmo em contraciclo com anos de estagnação”. Filipe Melo alertou: “Num dia em que os comboios travam, o país fica parado.” João Caetano Dias defendeu que “a ferrovia deve alcançar cada capital de distrito” e elogiou o modelo Fertagus de parceria público-privada. Marco Claudino pediu políticas adaptadas a realidades metropolitanas e do interior, e João Monge de Gouveia concluiu: “Temos de ouvir as pessoas, isso é essencial para criar soluções de impacto real.”
O encerramento ficou a cargo de Rui Rei, presidente da Parques Tejo, que, mesmo com a iluminação reduzida, manteve a mensagem cristalina:
Oeiras aposta em projetos completos, com visão de futuro, capazes de transformar a mobilidade local e regional.
E deixou o desafio:
“Em Oeiras, não basta sonhar com o transporte público, é preciso construí-lo em espaço próprio, com periodicidade e previsibilidade.”
Estamos prontos para liderar esta mudança.
Juntos movemos Oeiras!
29/04/2025
