
Exposição “O lugar da mulher é para onde ela quiser” chega ao fim
Chega hoje ao fim a exposição “O lugar da mulher é para onde ela quiser”, uma iniciativa da Parques Tejo que, ao longo do mês de março, deu a conhecer histórias de mulheres que desafiaram normas e contribuíram para transformar a mobilidade e o espaço público em Portugal.

A exposição reuniu percursos de diferentes épocas, de pioneiras que abriram caminho em áreas tradicionalmente masculinas a profissionais que, hoje, continuam a garantir o funcionamento da mobilidade urbana no concelho de Oeiras. Mais do que uma mostra histórica, foi um convite à reflexão sobre o papel das mulheres na sociedade e sobre o caminho que ainda está por percorrer.
Ao longo destas semanas, os visitantes tiveram contacto com estas histórias, num espaço pensado para ser vivido de forma próxima e interativa. A exposição procurou não apenas informar, mas também envolver criando momentos de identificação, descoberta e partilha.
No entanto, apesar dos progressos alcançados, a realidade mostra que as desigualdades de género continuam a existir. As mulheres permanecem sub-representadas em áreas técnicas, operacionais e de liderança, e enfrentam desafios que vão desde a progressão na carreira até ao reconhecimento do seu trabalho.
Iniciativas como esta reforçam a importância de continuar a dar visibilidade a estas questões, não apenas em datas simbólicas, mas ao longo de todo o ano. Falar sobre igualdade, reconhecer o percurso já feito e identificar os desafios que persistem são passos essenciais para construir uma sociedade mais justa e equilibrada.
Porque o lugar da mulher não é um ponto de chegada, é um caminho que continua a ser construído, todos os dias.

