Portugal mobi summit 2026

Cidades inteligentes começam na mobilidade: Parques Tejo eleva debate sobre transportes e tecnologia

A Parques Tejo participou no debate “Mobilidade Inteligente & Gestão do Espaço Público”, integrado no Portugal Smart Cities Summit, que decorreu esta quinta-feira, na FIL, em Lisboa, reunindo especialistas, decisores públicos e entidades ligadas à mobilidade urbana e à gestão das cidades.

A sessão centrou-se nos desafios da mobilidade sustentável, na gestão eficiente do espaço público e no papel dos transportes públicos na construção de cidades mais inteligentes e inclusivas. Entre as questões em debate estiveram a gratuitidade dos transportes públicos, a necessidade de melhorar a oferta e a relação entre mobilidade e habitação.

Durante a sua intervenção, Dina Aguiar, administradora executiva da Parques Tejo, destacou que “a Cidade Inteligente desenvolve-se em três eixos fundamentais: mobilidade, espaço público e experiência do utilizador”. A responsável sublinhou ainda que, em todas estas áreas, “a tecnologia deve ser encarada como um instrumento para simplificar o processo de utilização dos transportes, através da integração, previsibilidade de tempos de percurso e de espera”. A responsável defendeu que a transformação das cidades passa pela criação de soluções integradas e centradas nas pessoas, capazes de tornar o transporte público mais eficiente, acessível e atrativo para os cidadãos.

O debate contou também com a participação de Nuno Sousa, presidente do Conselho de Administração dos Transportes Metropolitanos do Porto, que considerou que o principal obstáculo à utilização dos transportes públicos não está no custo do passe mensal, mas sim na qualidade do serviço prestado. “É impensável que as pessoas cheguem a uma paragem de autocarro e estejam 40 minutos à espera”, afirmou. Emídio Gomes, Presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto, afirmou que o Metro do Porto é um sistema de transportes que funciona com eficácia e que, graças às tecnologias utilizadas e ao conforto das carruagens, foram reduzidos os constrangimentos de trânsito na AMP, até em datas festivas.

O presidente da TML, Carlos Humberto, referiu a estimativa de aumento exponencial dos passageiros de transportes públicos na Área Metropolitana de Lisboa que se espera para os próximos anos. Refere ainda que a integração da bilhética e a informação disponibilizada aos aos utilizadores através de apps é um passo fundamental para a simplificação das deslocações.

A gratuitidade dos transportes públicos foi outro dos temas em destaque. José Gomes Mendes, presidente da Fundação Mestre Casais, alertou para os riscos associados à implementação dessa medida, considerando que poderá limitar a capacidade de investimento na melhoria do serviço e dificultar futuras alterações políticas.

Portugal Smart Cities Summit 2026

Cláudia Patrício Silva, moderadora do debate, à esquerda, com Nuno Neves Sousa, Dina Aguiar, Gonçalo Reis, Carlos Humberto, Emídio Gomes, Isabel Barroso de Sousa e José Gomes Mendes

A ligação entre mobilidade e habitação esteve igualmente em análise. Isabel Barroso de Sousa, presidente da Comissão Diretiva do IFRRU, defendeu a eliminação de barreiras e a simplificação de procedimentos para responder aos desafios urbanos atuais. Já Gonçalo Reis, vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, reforçou que “a mobilidade é uma chave essencial para o problema da habitação”.

A participação da Parques Tejo neste painel do Portugal Smart Cities Summit, reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento de soluções inovadoras para a mobilidade urbana, promovendo cidades mais sustentáveis, conectadas e centradas na experiência dos utilizadores.

Juntos Movemos Oeiras!

13/05/206

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